Mostrando postagens com marcador ousadia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ousadia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Viver é verbo (intransitivo e intransigente)


Vá! O tempo é agora e ele dura menos do que você gostaria. Então vá! Faça! Ouse!
A vida é para ser vivida e não lamentada.
Todos sonham. Todos querem. Todos desejam. Todos buscam. Mas quantos fazem? Quantos estão dispostos a saírem da inércia de si mesmos e chegarem até o destino que fantasiam para si. Quantos são os que têm coragem de arriscar e se lançarem a essa vida sinuosa, cheia de incertezas em que, muitas vezes, parece mais fácil perder do que ganhar?
Tenho pra mim que os que entendem o quanto antes que a vitória é consequência de uma luta que todos temos condições de lutar, são os que percebem que viver não é “ir atrás” do sonho, mas sim, “realizar cada querer que se quer de verdade”.
Só que a vida não premia o comodismo. O acomodado é o derrotado sem luta. A própria vida se ocupa de fazê-lo medíocre aos seus olhos e aos olhos dos outros e ele se engana ao se afirmar feliz. Ninguém é feliz quando está parado. A vida é feita para ser útil, porque ela feita para ser vivida. Viver é verbo e mesmo o verbo parar é consequência de uma ação.
Quer conseguir? Mexa-se!
O lugar comum mais comum de todos os livros de auto ajuda é que somos do tamanho dos nossos sonhos e os responsáveis pelo tamanho dos nossos desafios. Não deixa de ser verdade. Já dizia o samba enredo: “Sonhar não custa nada! Nosso sonho é tão real!”. A realidade do teu sonho depende da tua vontade.
Quantas e tantas vezes você lamentou tua sorte? Quantas e tantas vezes se perguntou por que alguns parecem predestinados ao sucesso enquanto você tem a impressão de que nada do que faz dá certo, nada do que faz é bom?
Mas o que você realmente fez? Você fez mais do que sonhar ou parou na fase do sonho? Quais são as atitudes que legitimam teu querer? Preparou-se para o sucesso que você se sonha? Preparou-se para a luta que é viver? O ringue está armado desde o instante em que você viu a primeira luz. Só falta você subir. Mas você tem medo...
As melhores conquistas são dos mais ousados. Isso é fato! O homem só chegou ao céu porque não teve medo de voar e, principalmente, não teve medo de cair. E, se é que teve medo, a vontade de conseguir era mais forte que o medo de falhar.
Se não deu certo na primeira, tente na segunda. Se a segunda não foi boa, continue tentando. Se você realmente quer, não vale a pena parar quando o que importa é conseguir. Quando se quer, se tem (mas desde que faça!). A nossa maior força está em nós mesmos. Somos os deuses das nossas conquistas. Os donos de nós mesmos, donos, inclusive das nossas vontades.
Se dorme demais, acorde!
Se está deitado há muito tempo, levante!
Se tem lido pouco, abra o livro e só feche-o quando terminar!
Mude!
Está parado? Ande!
Está andando? Corra!
Mas mude!
Feche teus olhos. Pensa teus sonhos. Veja onde estás agora e aonde ainda quer chegar. Para estar onde se vê, o que você precisa é fazer. E por que ainda não fez? Te falta tempo? Arrume! Se organize! Durma menos e viva mais! Não sei de você, mas você sabe.
Não arrume desculpas que te façam perder antes de lutar, que te façam morto antes mesmo de viver. Viver é verbo: intransitivo e intransigente.
Não se contente com o que há agora, porque ainda há mais para depois. Prepara-te para o que virá e faça-se a si mesmo na posição de conseguir. Seja sábio!
Principalmente: seja sempre para si e por si e não pelos outros e para os outros. No fim da vida, a satisfação que você tem que prestar é para si mesmo e para a vida que te foi dada e que você deixou de viver.
Vá viver! Não se lamente da vida quando a tua vida é você. Mesmo quando a vida parece nos surpreender com um desvio inesperado no nosso caminho, somos nós que continuamos no controle e decidimos qual o novo caminho para o mesmo destino. Não há um final escrito para ninguém. Somos a página em branco da história de nossa vida e cada linha dela é escrita por nós. A minha por mim, a tua por ti. E mais ninguém.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Quando não sentimos nada...


Tenho notado que às vezes a gente sente como se não sentisse mais nada. É como se em cada caminho tivéssemos apenas a companhia do vazio que enche o nosso peito. A gente se engana dizendo a nós mesmos que não sentimos nada: nem alegria, nem tristeza, nem raiva ou tampouco amor, como se o nosso coração estivesse posto do lado de fora. Dizemo-nos e nos cremos numa fase em que somos só para nós, indiferentes à existência outra, como se tomados de um egoísmo justificado por uma experiência ruim.
Mentira mais despudorada! Aliás, a pior mentira que podemos contar é aquela que contamos a nós mesmos. E, algumas vezes, somos tão ridículos que nos mentimos e, ainda por cima, acreditamos na nossa própria mentira.
Mas não é que somos ridículos ou mesmo perfeitos idiotas (ainda que às vezes sejamos um ou outro e até os dois). Ocorre que muitas vezes, temos a tendência de ignorar a nossa responsabilidade para com a nossa própria vida e com tudo que fazemos, conquistamos ou deixamos de conseguir. Ora, somos nós que vivemos a nossa vida e, tudo o que fazemos ou permitimos que se nos façam, é nossa culpa e só nossa.
E daí me ocorre que quando nos sentimos como se não sentíssemos nada, estamos sim, sentindo alguma coisa e, essa “coisa” não é algo bom. Pelo contrário. Quando nos fechamos para o mundo, quando nos distanciamos de (quase) tudo, estamos vivendo um momento tomado de uma tristeza que não queremos reconhecer. A sensação de vazio (como se o peito estivesse tomado de escuridão), de melancolia (como se o amor machucasse) ou de uma ferida que sangra sem fim no coração (como se mais que o corpo, a alma tivesse sido ferida), fazem com que queiramos ser como que vazios, indiferentes, distantes...
Mas nós não nascemos para a tristeza, mesmo que muitas vezes pareça que ela é mais do que a alegria que teima em nos faltar. A felicidade – que dá cor à nossa vida e traz brilho aos olhos e sorrisos – é que deve ser a regra dos nossos dias.
Enfim...
Você que acha que está vazio por dentro, saiba que, na verdade, você tem dentro de ti todos os sonhos do mundo (do teu mundo), que são os sonhos mais importantes de serem sonhados. E sonhar ainda vale a pena, desde que você faça algo por seus sonhos, algo para que eles aconteçam, senão todos, pelo menos aqueles que quando você sonha te fazem mais feliz.
Não deixe seus sonhos perdidos num infinito que só pertence aos que duvidam de si mesmos. Faça! Viva! Ouse fazer tudo que você ousa sonhar! O resultado será sempre bom, desde que aquilo que você queira, você queira de verdade.
Tudo na vida são escolhas. Algumas pessoas acreditam – com relativa certeza – que a melancolia é sua melhor companhia e que a dor que sentem é como um escudo para que não sejam afetados pela dor de viver. Teimam em não perceber (ou reconhecer) que já sentem essa dor e que a ferida que dói e faz doer precisa ser tratada. Ignoram ser muito pior se simplesmente sufocarem a dor que sentem, escondida embaixo de uma armadura que se quererá intransponível a novos sentimentos, à medida que vão morrendo por dentro, sentindo, mas evitando que se veja.
Não vale a pena.
Estou certo que o mesmo amor que machucou ontem, poderá fazer bem amanhã e, ainda que precise de outros tantos amores até achar o amor que se quer, pelo menos a escolha foi amar.
A decepção que te causa dor, não pode ser motivo de duvidar de todo o mais, porque na vida nem todos atenderão nossas expectativas, mas também não serão todos que quererão simplesmente errar. Alguns erram, sim, sem querer.
Ninguém disse que seria fácil, mas também não é tão difícil assim.
Converse consigo mesmo. Ache a razão da tua dor e elimine-a de ti.
Façamos algo por nós mesmos, mas não nos conformemos com o “mais ou menos” ou com o “nada” de agora. A vida se vive no já e é só o agora que nos pertence, então deixa que teu coração sinta, que tua cabeça pense, que teu corpo peça... deixa que tua alma viva.
Se for pra sentir, sinta como se sentisse todas as coisas do mundo. É bem melhor do que sentir como se, no mundo, não houvesse nada pra se sentir.