Pare e respira. Você não é
responsável pelo sentimento de ninguém. Não é tua culpa se a outra pessoa
construiu uma imagem de você que não é você. E mais. As pessoas se chatearão, perdoarão
e se chatearão de novo e talvez nem venham a tornar a perdoar, mas nem isso é
tua culpa. Cada um faz da própria vida e dos próprios sentimentos o que bem
entende.
Às vezes você se vê trazendo
pessoas para a tua vida e, ao mesmo tempo, começa a se preocupar com o que
essas pessoas estão esperando de você; ou se o que elas esperam é justamente
aquilo que você está disposto a dar. E daí você já começa a ‘sofrer’ por
antecipação, imaginando que está se enrolando numa teia que, depois, caberá a
você mesmo desenrolar.
Mesmo correndo o risco de gostar mais do que ‘ser
gostado’, você já começa a imaginar que aquela pessoa pode acabar se envolvendo
demais no teu mundo e, quando menos esperar, estará sendo desconvidada dos teus
dias. E começa a pensar no quanto ela ficará triste com você e você, que
precisa ser amado, ficará tentando controlar uma situação que não está sob seu
controle (tanto que você corre esse mesmo risco).
Esqueça. Você não é infalível e,
tampouco, a companhia mais ideal.
Desapegue-se da ideia de você
mesmo e dê mais crédito às pessoas. Elas não se apegam a você com tanta facilidade
assim. E ainda que após o ‘apego’, o desapego faça doer, em algum momento você
será o passado do que foi, ou o futuro do pretérito do que poderia ter sido.
Não ache que o sentimento vem em
primeiro lugar. Muito menos o sentimento dos outros em relação aos teus
sentimentos. Esteja em primeiro na tua vida e permita que o outro seja o
primeiro na sua vida. E pensa o seguinte: as pessoas se entregam muito mais aos
momentos do que aos sentimentos.
Faça, então, o momento valer a
pena e daí sim, cuida do sentimento do depois. Porque na vida, o que ainda vale
é o durante!