O Trovante se presta a ser um blog tão abusado como seu autor que chega ao ponto de se classificar como advogado, professor universitário, músico e poeta sem que necessariamente seja (em qualidade) qualquer desses. Mas já que aqui se está, que aqui se faça e que surja os que se interessem a acompanhar o que aqui se tem feito... Bem-vindos ao fantástico mundo de Trovante
sábado, 24 de setembro de 2011
Como nos filmes...
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
DESCONSOLO
Há certas palavras que cortam. Machucam. Sangram.
Há palavras que são escritas como que com sangue. Palavras, versos, frases e orações que carregam no seu fluir a dor de quem as escreve sem que finja que é dor a dor que sente.
Essas palavras, escritas no sangue que as fazem ainda mais fortes, correm como correnteza. Esvaem-se pelos pulsos cortados e enquanto vão atingindo o chão onde não deveriam estar, levam consigo toda a luz – se é que alguma luz há – , restando só o negro que se ficou.
Por tantas vezes é tanto o sangue que sangra nas palavras, que o que parece cheio de vida se mostra morto por dentro. Está morto só que ninguém vê.
Não há olhos que perscrutem o íntimo dos que sofrem. Não há ouvido que ouça o lamuriar silencioso daqueles que sentem que o que já foram jamais tornarão a ser.
À medida que o sangue corre e faz as palavras, o corpo inerte e vazio é tomado de escuridão. Não há peito que bata como já bateu; não há choro que corra como já correu. Não há mais ela, não há mais eu.
Se é que foi como tinha que ter sido, onde estará quem escreveu essa história que, calado, não surge pra dizer se ainda existe ou se acabou?
Onde havia um coração que pulsava há no máximo um músculo inerte. Se os olhos ainda piscam é a teimosia de quem não repara que o sangue que correu terminou seu curso e não voltará para onde veio e não mais virá para fazer viver.
De tudo que se foi, a dor ainda fica. Tivesse ido - e deveria ter ido - não haveria mais dor. Mas há dor. E dói. Sempre dói.
Olha-se pra dentro e é tudo negro. Tudo é nada!
As palavras que sangram (escritas do sangue que sangrou) ficam. Quem vai foi quem as escreveu. É ele quem encerra uma história, sua história, tantas histórias... mas não, ele ainda não morreu!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Corinthians 101 Anos: Minha Vida, Minha História, Meu Amor

quarta-feira, 6 de julho de 2011
"O Imponderável da Vida"

terça-feira, 10 de maio de 2011
AS GLÓRIAS DOS QUE NUNCA AS TIVERAM
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Bin Laden e o Sebastianismo - Texto do Bernardo
Don Sebastião I (1554-1578) foi o décimo sexto Rei de Portugal e desapareceu lutando na batalha de Alcácer-Quibir, no norte da África, em 1578. Como seu corpo nunca foi efetivamente encontrado, havendo relatos discordantes de possíveis visões posteriores do monarca, criou-se em torno de sua morte um mito – o Sebastianismo - segundo o qual o Rei não teria morrido e retornaria como um messias para salvar o povo português.
Osama Bin Laden (1957-2011), terrorista saudita, fundador e líder da rede terrorista al qaeda, foi o mentor do atentado contra as torres gêmeas, em Nova York, em setembro de 2001, dando início à chamada ‘guerra contra o terror’, tornando-se o inimigo público número 1 do século XXI. Um dos homens mais procurados do mundo, foi morto por tropas estadunidenses em uma mansão no Paquistão no último domingo.
Mesmo que aparentemente não se aviste semelhança entre os dois, a incerteza quanto ao destino de seus corpos pode causar efeito parecido. Os Estados Unidos optaram por jogar ao mar o corpo de Osama Bin Laden, num sepultamento simbólico, mesmo que injustificado. Ou seja, ninguém viu nem verá o cadáver.
Assim como o povo Português teve no mito criado em torno de Don Sebastião um mártir, capaz de, em seu retorno, significar o salvador de Portugal, país que se via sem autoconfiança, diante de derrotas que poderiam redundar na perda de sua soberania, alguns extremistas do islã, sobretudo talibãs, podem enxergar num Osama Bin Laden sem corpo, sem sepultamento, sem imagens que comprovem sua morte, um novo Don Sebastião, eventual messias, apto a, em sua volta, salvar a causa islâmica em sua eterna luta conta a sociedade judaico-cristã ocidental. O próprio Bin Laden chegou a afirmar que poucos como ele haviam sido enviados por Alá para se tornarem mártires. Os EUA parecem estar querendo fomentar a “dádiva”.
O Sebastianismo português tem inúmeros simpatizantes, havendo se espalhado inclusive em outros países colonizados por Portugal, como é o caso do Brasil. Radicais islâmicos, seguidores ou simpatizantes da causa de Osama, existem aos milhões pelo mundo, até mesmo no Brasil.
As conseqüências do patrocínio estadunidense ao Sebastianismo de Osama Bin Laden só poderão ser conhecidas no futuro. Mas é sabido que o ser humano é pródigo em criar mitos. Ainda mais com um fomento desses.
Bernardo Schmidt Penna é advogado, mestre em Direito e coordenador do curso de Direito da UNESC.
Nota do blog: a medida que o dia amanhecia no Brasil, a Al-Qaeda confirmou a morte de Osama Bin Laden.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Divagações

E que haja sonho, querer, desejo... tudo o que faz com que haja vida e graça em estar vivo. Mas vivo sempre! E desde que fazendo a vida, vivendo os dias e sendo feliz, ao menos pelo tempo necessário para recomeçar.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Nem tudo começa como termina

Quando faltam palavras, use Drummond
Contrariando minha contrariedade
domingo, 3 de abril de 2011
Textos que não escrevi - Parte IV
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Aviso aos Navegantes
A vida não para de viver - parte I

O dito popular ensina a pensar duas vezes antes de agir. A música do grande compositor dá o “Bom Conselho” de agir duas vezes antes de pensar.
Será que a vida segue um padrão? Será que segue uma receita já há muito definida? Ou essa vida, nossa vida, é vivida no improviso? É vivida no ato em que se torna urgente viver...?
Independente do que se escolha, se pensar ou agir, se aguardar ou viver, se fazer ou esperar que aconteça, seja o que for a verdade é uma só: a vida não para de viver.
A vida não espera ainda que nós esperemos na vida.
E pra piorar (ou não), nós somos a consequência de nós mesmos. Não há sucesso de que o responsável não sejamos nós. Mas também não há fracasso em que a culpa não seja nossa.
A vida é recheada de medos. O medo é bom. Muitas vezes o medo mantém vivo. Mas não se pode ser refém desse medo.
Uma vida mais ou menos não vale mais do que uma vida não vivida, mas vale muito menos que uma vida de quem se permitiu viver, de quem não temeu se lançar ao que os dias tinham pra oferecer.
De que importa se esforçar para ser aceito por quem te cerca e, para isso, deixar de ser quem você é e se tornar quem esperam que você seja?
A vida é única e uma. E não é justo, para conosco, que queiramos achar no outro a aprovação para aquilo que somos nós. E não é justo, para com os outros, que queiramos parecer para eles, justamente aquilo que não somos. Se formos o melhor daquilo que temos que ser, seremos também o melhor que teremos pra oferecer.
Mas não pense muito no que ser. Está na hora de viver, porque a vida, a vida não para de viver.
Que tal esse mundo?

E que tal esse mundo em que juízes são exonerados por darem sua opinião ou por cantarem uma mulher na sorveteria? Aliás, quanto a isso, nunca ouvi motivo mais absurdo. Perdoem-me os moralistas, mas o mundo anda pra frente...
Que tal esse mundo em que o Partido dos Trabalhadores vota contra os Trabalhadores, dá um aumento (?!) no salário mínimo pífio e ainda se vale de uma manobra jurídica pra governar por decreto (sim, porque o aumento do salário é só o começo).
Esse mundo em que o Brasil elege uma presidente que até parecia que ia bem, mas que, ao que tudo indica, tem a mesma aversão à democracia que os seus vizinhos do sul. Esses mesmos que, aparentemente como ela, criticam americanos do norte por seu imperialismo, mas que gostam de governar como se fossem Imperadores.
Que tal esse mundo em que os alunos se assustam quando a gente fala de BBB durante a aula?
Que tal um mundo onde o Restart existe e não é só uma opção do video-game?
Que tal um mundo em que o Luan Santana é galã e o Fiuk se acha músico?
Um mundo em que a geração atual se quer mais careta do que todas as outras que tiveram que morrer pra mostrar que é pra frente que se vive e fazendo a revolução, que tal? Jovens que querem passar num concurso, casar e ter filhos, quando estão na idade de contestar até o que está certo, se rebelar com o que já há e criar o que seja o legado deles.
Que tal um mundo que a juventude não deixará qualquer legado, mas que quase não se saberá que passou por aqui?
Um mundo em que o novo realmente não vem mais. E não somos nós que simplesmente amamos o passado...
Que tal um mundo em que quando as pessoas se revoltam contra um ditador tirano todos nós aplaudimos como se fosse a exceção, quando o inconformismo teria que ser a regra na luta contra tudo que não é bom?
Que tal esse mundo?
Esse mundo é nosso mundo, feito por eu e você.
Péssimo pra nós.