sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Estou cheio de mim

Estou cheio de mim!
E isso é bom
Estou cheio de mim
E já se foi o tempo em que era ruim.
Estou cheio de mim
Mas não cansado.
Estou cheio de um contentamento de mim próprio.
Cheio da vida que se me pede que viva
Cheio de um querer que dê certo o que eu faça
Cheio de saúde e de vontade... de amar.
De amar a mim mesmo,
E aos outros,
E a uma,
E a tantas... amar
Cheio de mim, comando meu caminho
Cheio de mim, faço meu o meu querer
E é por cheio de mim que entendo
Essa toada imprecisa chamada viver.
E o que vale amar?
À natureza e ao que está nela?
Ao sol e à vida que ele faz como deus?
E por que não ao próprio Deus?
Ou amar só se deve se também se souber amado?
No fim – ou nesse início – amo do meu jeito de amar
Amo como posso e não como sei.
Porque amar é aprender todo dia
Um novo amor diferente de cada amor que amei.
Há quem ache pouco
Há quem ache exagerado
Há quem ache até calado
E há quem ache que é um amor que fala demais também.
Mas se fala é porque sente tanto que até se culpa
Quando alguém, porque doente,
Dele recebe, diz não, mal quer e nem se desculpa
Se uma lágrima sentida faz rolar no chão.
Mas estou cheio de mim
E cheio de mim me ocupo do sim e me rio do não.
Espero o amor que só encontre, ame e não se perca
E nem me permito apressá-lo assim.
Antes, sigo vivendo 
Sendo feliz além de “cheio de mim”.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A noite não é mesmo para dormir

Dormir à noite deveria ser mais fácil. E nem sou dos que concordam que a noite seja boa pra pensar. O escuro e o silêncio deixam tudo mais bucólico. Inclusive os pensamentos. Não gosto do que penso nessas horas. A reflexão é inútil e a projeção pode ser infeliz. Mal consigo me dar conta das minhas próprias ideias e me percebo querendo adivinhar o que esta por trás de que não entendo ou mesmo de quem nem conheço. Procuro culpas onde (talvez) não há culpas, mas eu, tão acostumado a me culpar por tudo, assumo-me errado até quando quero acertar.
Por um segundo invejo os egoístas. Os conheço bem. Lembro-me da tarde se segunda em que oficialmente me fizeram um deles: "de todos os egoístas que conheci no mundo, você é o maior de todos eles". Esses se importam só consigo, ocupam-se só de si. Se é que se lamentam, logo esquecem e vão para o que vem a seguir. Não se apegam. São frios. Impenetráveis e despreocupados. No fundo têm medo. A rejeição dói e então, se não preciso ser aceito e se não tento ser aceito, não sou rejeitado. Sou só de mim e não me digo não.
Ah! Quantas vezes descuidado dos outros, cuidei só de mim? Mas não me gostava. Agora me conheço, mas parece que eram mais as que gostavam de quem eu era quando eu não gostava de ninguém que não fosse eu. Parece que hoje não notam – não consigo me fazer notar! – que aquele que parecia forte é que era o fraco, enquanto esse que parece fraco é o que aprendeu a ser forte. Ele (eu?) se expressa porque tem o peito, a alma e a mente cheios de palavras e as palavras cheias de um sentimento que é todo um pouco do tudo que ele é. Se caladas sufocam, angustiam, fazem mal. Quando ditas, lhe sugerem um fôlego a mais de vida.
Mas ele (talvez eu?) não é mais sua própria construção. É de verdade. Consegue ser visto por vários olhos, mas não pede por todos. Foi o tempo em que o objetivo eram muitos. Agora são só dois de uma só. Não precisa acumular o que não soma, mas só perde. Quer a soma que multiplica e é só o que pede. Pede?
Eu o conheci (a mim?). Bem. Se atreveu a querer uma, mesmo podendo escolhe tantas... Quase morreu.
...
São todos os que fazem contra o outro aquilo que lhes doeu que fizessem contra si?
Não deveria ser. Quem já sofreu uma vez, deveria pensar duas vezes antes de fazer sofrer.
Mas se até a vida é inconstante, por que não cada um de nós? Por que não seríamos um ontem, outro hoje e um diferente amanhã? Pra que daríamos o conforto de uma satisfação? Se eu não entendi o outro, não deixarei ninguém me entender. Ou talvez eu deixa e quem me vê e que não entende que meu silêncio é o não que eu penso que, não dito, não quer magoar.
Te sorri ontem. Te virei a cara hoje. Fui grosseiro pra que você nem imagine que exista um amanhã. E quem saiba assim você entenda que é se diz que sou tanto, você é pouco pra mim.
Mas deve ser coisa da noite que é calada, bucólica, amarga e nada feliz.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A história que une dois em sua história

Há mudanças que parecem lentas. Elas fazem a vida parecer mais lenta, talvez culpa do mundo em que tudo parece correr cada vez mais rápido. Há certa insanidade na vida vivida num ritmo qualquer. Não há ritmo exato. Há momento, há escolhas, atitudes, respostas e silêncios que são respostas. Em que nos pautamos? Em quem nos pautamos? Pelo que nos pautamos? Por que nos pautamos? Ao longo das nossas escolhas, esperamos a coincidência de propósitos.
Sim. Alguém que provavelmente era mais esperto do que eu e você, nos vocacionou para uma vida que parece não poder ser sozinha. Somos para quem sejamos. Não eu para mim, mas eu para outra em quem, tenho que crer, se lhe despertará o mesmo sentimento que houver em mim.
E daí tenho me feito espectador. De mim e de outros. Não que isso seja bom. Talvez seja a atitude mais errada. Quando você assiste, você pouco faz. Quando você pouco faz, você pouco vive. Mas vejo que tem muitas vidas que parecem andar juntas por aí. Cada uma é carregada de uma história que fez com que dois que tinham tudo para serem estranhos num mundo tão cheio de gente, descobrissem-se em meio a essa multidão e se fizessem diferentes de todos os semelhantes.
É. Confesso que fico mesmo imaginando a história que une dois em sua história...
Nessas horas me sinto quase um derrotado. O fim de quase todas as minhas histórias me esvazia e as faz parecer terem sido vazias de tudo. Talvez por isso tenha começado a escrever. Quando escrevo, coloco o fim que quero, invento o motivo que me interessa e cada palavra dita é a verdade de cada um que disse e ouviu. Porque, enquanto cada história que foi minha, depois de passada, parecia nunca ter sido mais do que nada, cada história que é minha, porque eu criei, fiz e terminei, continuava ecoando pelo tempo do meu tempo. Daí a fantasia e a ideia de fantasiar (muitas vezes o pouco ou nada provável)...
Mas voltemos aos encontros.
Há quem saia à noite para ser e ser visto; tentar, ser tentado e conseguir. Conhecem-se numa noite de festa, riem-se um ao outro, olham-se, sentem uma afinidade que cresce (talvez incentivada pela bebida que corre), até que o instante os aproxima, o momento convida e o beijo acontece.
Dali trocam telefones, mensagens, se gostam, fazem bem e mantém o bem querer que, dia após dia, todo dia e cada dia faz com que os anos se somem enquanto são seus e de mais ninguém.
Outros se conhecem na escola, na faculdade, no cursinho, no trabalho. Conversam, marcam de se ver. Ainda não se conhecem, mas já se imaginam. Não sabem muito de si, mas pelo menos se dispõe a aprender. Ousam. Tentam. Vivem a vida que não para de viver. E se deixam surpreender. Não esperam mais do que devem esperar, ainda que esperem o que pareça preciso.
E há aqueles que simplesmente esperam. Esperam porque cansaram de escolher ou cansaram de ser escolhidos por quem não escolheram. Esperam porque olham à sua volta e ninguém que veem lhes completa. Esperam porque cansaram. Simplesmente cansaram. Cansaram do percurso tão conhecido e já não sentem nem o direito de esperar que lhes surpreenda. E quase desistem.
São esses que esperam que a vida faça por eles o que eles não souberam fazer.
São esses que esperam que, distraídos e cuidando de si – depois de tanta angústia, tanta dor, tanta falta de risada por sonhos desfeitos, qual quimeras mal ajambradas cujo alicerce foi feito em nuvens – de repente sintam a paixão, o amor ou como quiserem chamar, lhes atingindo a cabeça como o raio que traz o novo (ou uma pedrada que vem sabe-se lá de onde). Para esses, quem já está não interessa, e talvez isso seja mesquinho, soberbo, por vezes pretensioso, mas eles não gostam do mundo que têm e querem o direito de gozar novo mundo.
Talvez seja seu momento de irem embora. Talvez o outro mundo não esteja na mudança que vem de dentro pra fora, mas sim – como sempre pareceu inevitável – de fora pra dentro. Mas isso não é fugir? Não sabem... antes sabiam tudo, agora não sabem nada. Mas pedem. Não se conformam com quem inventou que um só não basta para si consigo. E querem. Mas já não conseguem tentar. Então esperam...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Perde quem te diz não (você vale a pena)

Nas últimas horas me peguei fazendo uma viagem ao passado. Meus pensamentos viajaram para outros tempos, reviram antigas histórias, assistiram um vídeo de uma vida que nem sempre é agradável fazer rodar. De repente comecei a me questionar sobre o quanto a vida da gente pode ser rápida em algumas mudanças. Comecei a ver quantas pessoas apareceram e fizeram parte de algum momento da minha história. Como ocuparam dias, noites, semanas e era bom... mas agora, muitas vezes, é menos do que nada. E daí fui grato. Fui grato pelo que já não é mais, mas ainda lembro, mesmo que do outro lado faça parecer ser errado lembrar. Fui grato por tudo aquilo que eu vivi, que eu escolhi, que eu estava ali disposto a fazer acontecer... e que aconteceu!
Claro que muitas pessoas que conviveram comigo tem todo o direito de terem mágoa por algo que fiz. Perfeito nunca fui, muito embora muitas vezes tenha querido parecer. Mas muitas se mantiveram por perto e, talvez, eu tenha algum mérito nisso. Nem que meu mérito tenha sido ser estranho (ou diferente).
Quanto a quem abriu mão de mim, hoje eu me permito pensar que foi pior pra quem se foi. Sim. Eu valho a pena, como, provavelmente, você que me lê também vale e como valia quem não está mais perto de mim. Não somos nós que perdemos quando alguém não nos diz o sim que queríamos ou, pior, quando esse alguém se esconde de nós e do que sentíamos (os dois). Quem perde é quem diz o não e não se permite conhecer a delícia do sim; quem perde é quem desiste ou quem não tenta ou quem tem medo ou quem tem outra prioridade. E, mesmo que esse alguém ganhe depois, não importa, ninguém que seja o outro pode ser melhor do que seríamos, porque só nós é que sabemos quem somos e o que faremos de quem entender a verdade que há no nosso coração.
Mas é ruim.
É ruim ser estranho a quem já foi próximo.
É ruim ter medo de ligar, ter medo de mandar uma mensagem no ‘whatsapp’ ou mesmo um oi no chat do facebook. É ruim chegar o aniversário e você não saber se é só mais um a mandar os parabéns no “mural” ou tem o direito de ser pessoal e poder, pelo menos, ouvir a voz que diz obrigado ou perceber o sorriso de quem você fez feliz.
É ruim você não saber se é tão inconveniente ao ponto de ter sempre a sensação de que todo OI que você recebe vem acompanhado de um “preciso ir”, “não posso falar”, “outra hora a gente conversa”. Você fica assustado. Aquela pessoa não era assim. Ela que te fazia bem agora te assusta. Você imagina um presente e, na mesma hora, acha que ela é capaz de devolver e você não entende nada, só entende que se é que foi, já não é mais...
Pior pra ela.
Você se mostrou. Ela te viu. Você lhe pediu. Ela negou.
Quem perde é quem diz não. E pode até ganhar, mas foi menos. E vai ter que aprender a se contentar com o pouco que é tudo que não é você.

O importante é sempre ter mais para mostrar? Você tem? Ela viu?

terça-feira, 30 de julho de 2013

No Alto da Torre te vejo. Cá do chão te busco

Postas distante do chão
Só o que te há é a janela que te mostra o mundo.
Fostes deste mundo sem que sejas
Mas agora, no mais alto,
Tu, perto do céu, és a bela que – no incerto – espera

Ninguém...
Aí do alto onde te vejo
Aqui debaixo de onde te busco
És quimera em muitos instantes reais.

Real.
Enclausuras a ti mesma
Esconde-se do mundo
Ouves o grito – alguém te chama!
Mas responder tu não respondes.
Como saberias se a voz que chama diz a verdade
Ou é a mesma voz que engana?

Leviandade.
Cansaste das mentiras que se vestem de verdade
E és cada vez mais, menos do que te sonhara.
Já não quer sonhar.
Mas haveria o que houvera se não fosse para ser?

Do inverno à primavera.
As flores que vês, vês da janela
Teus pés estão longe do chão, mas não porque voas.
Voar é como sonho e sonho tu já não sonhas.
Gostar tu não gostas,
(Mas logo tu que tanto gostas de gostar?)
Estás no alto!
Mais perto de ti são as nuvens que te vem à janela
Do que a grama que não tem conhecido o toque dos teus pés.

Calada...
Guardas teus sentimentos enquanto deseja que não houvessem
Silencia tua dor, mas não nega a falta do teu sorriso mais sincero
Da tua alegria incontida
Do teu querer inconsequente
Do teu sorrir... inconscientemente consciente.

Torre alta, murada.
Tua morada que te faz perto do céu.
És muralha cercada de ti para te cercares dos outros.
Distante.
Não foste posta, te postaste.
Não há escada que leve a ti.
A subida é o teu desejo
É o teu querer
O caminho é teu
Depende de ti.

No chão tocam os pés de quem te pede
De quem em vigília te vigia e te deseja
Te espera porque te sabe esperar.
Te espera desde de antes que te soubesse
E te sabe sem te saber...
Te esperava sem saber que te esperava
E te quer mesmo sem entender porque te quer...
As tranças...

Desce!
Ou deixa subir.
Te faça alcançar por quem te tem desejo.
Não há luz, não há vida, não há nada na torre que te guarda
Foi feita pra ti, mas não é teu lugar.
Foi feita pra ti, mas não tens que ficar.
Já saíste e se voltaste já não é mais hora.
Saia. Venha. Veja.

Eu
Eu que te vejo onde olho e quero te olhar onde te vejo.
Eu que mesmo no dia de chuva vejo o brilho do sol
Eu que ainda que seja a noite só sombra, acharei nos teus olhos mais brilho que a lua.
Eu que quero te tirar daí, mas que pra isso preciso subir pro alto que não tem escada,
Mas que subo.
Tenho que cruzar o caminho que não tem estrada.
Mas eu cruzo
Tenho que ouvir o barulho de quem não diz nada.
Mas eu ouço.

E tu, ouça-me também!
Ouça-me e deixa-me te ir se não te podes vir
Ouça-me e deixa-me te chegar pelo caminho que sei
Deixa-me te pegar a mão
Deixa-me te carinhar os cabelos
Deixa-me te fazer minha (faça-me teu)
Seja meu começo todo dia,
Seja meu recomeço a cada noite,
Seja minha

Saia. Venha. Veja. Nós.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

GENTE CHATA É CHATA (e aqui está cada dia mais cheio deles)

Certa vez vi alguém comparar as postagens no Facebook ou no twitter àquelas mensagens postas em garrafas lançadas ao mar. À época, achei a comparação pertinente. Lançava-se o pensamento e guardava consigo a expectativa daquela mensagem ser encontrada em algum tempo, algum momento ou até em algum lugar inusitado. Mas hoje vejo que não.
Quanto mais “convivo” neste mundo tão peculiar (já que preso em si mesmo) do Facebook, mais percebo que as pessoas (e o texto poderia vir em primeira pessoa tranquilamente) não guardam uma expectativa abstrata de atingirem alguém.
Não! A meu ver, o que querem é o louro e o aplauso concreto. Imediato. Instantâneo. Querem a fama traduzida em “curtidas”, comentários de quem concorda, compartilhamentos que os exaltem.
É, a partir daí, que se passa a ter os mal-humorados profissionais sempre prontos para espezinhar as postagens alheias ou a ridicularizar quem quer que seja, porque acham que assim serão engraçados (tal qual o valentão que pratica bullying na escola). Esses me parecem sempre os mais bobos. Aqueles que sofreram durante anos e agora, protegidos pelo escudo da tela para a qual olham, falam agora o que o medo sempre lhes fez calar.
Além desses temos também os reparadores, os devotos, os arautos, os zombadores... todos no afã de serem notados como pessoas que pensam, que sentem, e postos como se todos estivessem num grito angustiante e angustiado de serem queridos e serem notados.
Cada vez mais as “redes sociais” se veem repletas de vários vaidosos de suas próprias opiniões, defendendo-se dos que nem os atacaram e agindo como se a vida fosse uma eterna batalha sobre quem tem mais razão. Não contentes em terem sua própria opinião, as pessoas querem, a partir dela, sugestionar as opiniões dos outros. No mundo virtual todos se julgam verdadeiros formadores de opinião e levam isso a sério. Vestem a personagem até com certa cerimônia.
Aliás, o mundo virtual, que de sério não tem nada, acaba aparecendo como cenário de disputas vazias de pessoas orgulhosas de si mesmas, sempre prontas a tentarem fazer com que nos sintamos mal por não termos tido a sorte de termos nascido eles.
E assim sou eu, assim é você (até mesmo você que leu tudo isso pensando que você não é).

Só que a vida, essa se vive do lado de fora daqui. Vamos pra lá?

sábado, 13 de julho de 2013

Uma carta apaixonada de um amor não correspondido

Monde de rêves, dez/1912

Ma chèrie,
De tout os românticos de monde eu devo ser o que mais tem medo do romantismo. O que me assusta não é o medo de que você me faça mal. Você já me faz o bem que há muito eu não sentia e que me veio na hora certa: na hora em que eu mais precisava de você.
Escrevo-te esta carta em letras trêmulas de nervoso. Sinto que devo te explicar tudo o que você representa pra mim, mas é que eu não sei fazer isso de uma forma ordenada. Acho que, até por isso que o fato de estar a todo esse tempo sem ver-te tem me causado angústia.
Saiba que contigo me sei sendo de verdade, sem personagem, sem defesas, sem máscaras... e é sem defesa porque eu realmente não sinto que preciso me defender de você ou do que sinto por você.
À medida que eu te sonho, que eu te escrevo, que eu te penso, à medida que eu olho pro futuro e imagino uma vida feliz ao teu lado, muito do meu sorriso é te enxergar ali. E percebo que, de certa forma, você foi minha cura da minha própria melancolia.
E isso é cruel com você. É uma responsabilidade que você não me pediu.
Ah! Ma belle... quando eu penso que desejo alguém a quem eu gostaria de fazer feliz, pela delícia e pelo prazer de descobrir o que é a felicidade, o mais natural é pensar em você (ainda que tão impossível e improvável).
Mas te espero na esperança de você.
Ah, mon amour, quando eu penso num sorriso que eu quero que sorria por minha causa, é o teu sorriso que eu quero sorrindo; quando eu penso numa tarde como a de hoje, em que tudo que eu precisaria era um abraço e nada mais, seria o teu abraço que me faria feliz.
Ma bien-aimée, se todos esses pensamentos me ocorrem, não é porque você me deu esperanças. Você não deu. Mas porque você foi você e eu gostei da você que você é.
Se fosse escolher alguém pra descobrir sobre, para aprender sobre e para conhecer, seria você (tout ce que vous).
Se te digo que sou louco (um louco consciente), é porque eu sei que você é o sonho que eu estou sonhando e se Eu é que estou sonhando, a “você” que eu penso é a minha e não você, porque você eu não conheço. Gostaria de conhecer, mas não me vejo tendo essa chance. (triste)
É très duro me mostrar assim. Eu conheço esse meu jeito "de sonhar" e sempre o guardo pra mim. Mas eu confio em você. (Je te fais confiance)
Eu sei o quanto é pesado ler isso que você está lendo e que você deve estar assustada Mas a verdade é que eu ouço uma música bonita e penso em você; assisto uma cena feliz e quem está lá? Você! Olho à minha volta e ninguém me interessa porque, hoje, ninguém é você
e o que eu quero agora é conhecer o conforto de um abraço em que o meu peito bata no ritmo do teu ou a delícia de um beijo teu que beije o mesmo beijo meu.
Oh, Ma plus beau l'amour, quero você como eu quis poucas pessoas na vida
(se é que já tive essa intensidade de querer antes) e se eu quero ser quem você precisa, eu preciso estar pronto pra ser de você, sem te assustar.
Ma chèrie, eu gosto de gostar de você e, por mais inseguro que eu esteja depois de tudo que te fiz saber, me dá certo alívio te dizer que, dos meus sonhos mais loucos, o mais lindo é você.
Je t'aimerai... toujours.
Richard.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Uma mente sem lembranças

Depois de quase nove anos, voltei a assistir ao filme “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”. Nessa história, imersos num relacionamento que caminha para um fim melancólico, ambas as personagens – um após o outro – resolvem se submeter a um procedimento médico capaz de apagar de suas memórias as lembranças de que estiveram juntos um dia até que, no meio do procedimento, a personagem Joel (Jim Carrey) se arrepende e tenta, de dentro de sua mente, evitar que se apaguem totalmente as lembranças daquela mulher (Kate Winslet) que, ao longo da visitação de suas lembranças, ele descobriu ainda amar.
Enquanto (re)assistia ao filme, comecei a refletir sobre como seria se houvesse mesmo a possibilidade de apagarmos toda e qualquer memória que nos causasse dor e sofrimento. Comecei a imaginar como seria poder esquecer aquele amor que não foi correspondido, ou a morte (e a vida) insuportável e insuperável daquela pessoa (ou um bicho) importante. Como seria a vida se, ao invés de evitarmos lembrar, pudéssemos simplesmente fazer com que aquele momento cuja consequência só nos causa dor nunca  “tivesse acontecido”?
E achei a ideia perturbadora.
Apagar uma lembrança, apagar uma fase da nossa vida (seja um ano, seja um mês, uma semana ou apenas um encontro) é como o suicídio de uma parte de nós. No meu caso, seria me matar em partes. Abrir mão da vida que é minha. Sim, porque mesmo sendo o passado, o passado é o presente que, realizado, chama-se “EU”. Eu sou a consequência de tudo que vivi, de tudo que experimentei, de tudo que perdi e de tudo que ganhei. Eu sou a consequência dos meus êxitos e dos meus fracassos, das minhas conquistas e das minhas derrotas, dos amores que amei, dos amores que me amaram e até dos vários amores que amei sem que tivesse sido amado.
Eu também sou a consequência de quem esteve comigo uma tarde, uma noite, um amanhecer. Sou o que me fizeram cada um dos encontros, dos desencontros e dos reencontros pelo tempo em que eu venho sendo esse EU que se transforma a todo instante... até o último instante. Daí entender que me esquecer de uma parte da minha vida é me esquecer e me afastar de uma parte de mim. Ora, não posso me querer longe de quem eu seja. O que posso querer é vir a ser sempre melhor do que jamais serei!
Ora, esquecer a dor se é ela que nos faz saber que podemos prosseguir apesar dela? Esquecer a tristeza mesmo quando ela nos faz valorizar o que é ser feliz? Esquecer um amor quando é a soma da experiência que muitas vezes nos faz saber quais erros cometeremos de novo e quais não? Não. Nós somos o acúmulo dessa nossa única vida. São nossos dias somados uns aos outros que nos definem. As escolhas que fizemos nos definem. Os rompimentos que tivemos coragem de fazer e os rompimentos que fizeram conosco mesmo quando não queríamos são o que nos definem (e são também o que nos definem a nossa própria vida para nós).
Uma mente sem lembranças é semelhante a uma vida sem vida. Ela não serve de nada. Não é útil. É vazia de sentido e, ainda que possa parecer um campo perfeito para novos sonhos, novas coragens, novas personalidades, ela acaba sendo uma busca eterna por aquilo que tentamos deixar de ser só porque não conseguimos nos aceitar.
Então, sou contra esquecer. Não devemos esquecer nada, mas sim, seguir a despeito do que tenha sido ruim. Se precisar superar um trauma e uma dor, superaremos e partiremos para a próxima etapa, consciente de que até pode vir a doer, mas mais consciente de que, se passamos por uma, passaremos por outra se for preciso. Até que não seja preciso...

terça-feira, 9 de julho de 2013

O amor é mesmo Fundamental? (Sim! E é impossível ser feliz sozinho...)

Essa semana me deparei com uma frase da Fernanda Mello. Nessa frase ela dizia que “amar virou coisa de gente corajosa”. E mais uma vez a Fernanda acertou. Nos dias atuais só quem é muito corajoso tem se atrevido a amar (e alguns precisam de coragem para se atrever até a quererem amar).
De minha parte, amar é sinônimo de felicidade e a felicidade não é uma estrada que se atravessa sozinho. Cada dia eu concordo mais com Tom Jobim quando canta que fundamental, mesmo, é o amor e que é impossível ser feliz sozinho.
Acredito do fundo do meu coração que todos merecem achar a paz e a felicidade, ao mesmo tempo que, a mim, o que me parece é que todos os querem por igual, até porque, a reclamação que mais ouço e leio, seja de homens, seja de mulheres é a de que o difícil é encontrar alguém.
Pra mim, o que acontece é que as pessoas andam tão machucadas pelo mundo atual, que parecem desistir. Andam se sentindo tão negligenciadas pelo mundo exterior, tão abandonadas por aquela sensação de alegria, que se escondem dentro de si mesmas, achando que se primeiro se cuidarem de si, aí sim, estarão prontas para se permitirem estarem (e não se entregarem) para o outro.
Mas não. O risco que corremos é o de, por causa de um ou de uma idiota, não nos estragarmos para quem nos mereça, nem nos estragarmos para quem está ali, só esperando a chance de nos fazer feliz e nos dando a chance de fazê-los felizes também. Por causa de um “não”, viramos às costas a todos os “sim” da vida e fugimos assustados para baixo da nossa cama, revirando-nos numa dor que não tem que ser nossa... ninguém merece o nosso sofrimento.
Esse papo de que a gente precisa primeiro ficar bem com a gente mesmo e, só depois, partir pra outra, é conversa. Balela de gente medrosa que por medo de sofrer prefere não se apaixonar.
Tudo bem que a gente é gente e gente tem medo. É normal. Mas não é bom. O problema é que, ao fim de uma relação, ao tempo seguinte de uma experiência ruim, a dor passa a ser a lembrança mais recente que a daquele começo gostoso (e que é sempre gostoso!) do início de se apaixonar.
Basta que nos apeguemos à nossa própria experiência de saber que o fim de um amor não é o fim de uma vida e que se um sonho não vai seguir até que se realize, basta que voltemos a sonhar e comecemos outros. Sonhar acordado com a felicidade também é uma forma de ser feliz.
Não precisamos lembrar de como éramos felizes com aquele/aquela que não souberam ou não entenderam a sorte de nos ter. Não precisamos lembrá-los doces. Olhemos para eles como os que não tiveram a chance de aproveitar a nossa melhor fase e prossigamos sem medo pra ela. Vamos à diante. Sorriremos e seremos felizes.
E, cá entre nós: se você fizer o que é importante pra você, mesmo que pensando também no outro, a consequência será aquilo que for melhor pra você, ainda que, muitas vezes, o melhor seja esse outro (estúpido?) bem longe de você.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Amigos: se foram, serão! (e a importância de se viver sabendo o que – e com quem – se viveu)

Não acredito em quem diz que o passado ficou pra trás. É injusto e muitas vezes me soa mesquinho. Claro que a vida se vive para frente. Vive-se hoje e ao hoje se segue o amanhã e é bom que seja assim. Mas nós vivemos a vida que vivemos hoje desde ontem e o passado é parcela mais do que importante de tudo o que experimentamos.
Um dia depois do outro e nós vamos acumulando experiências e encontros. Na escola, na rua, na igreja, academia, faculdade... não importa aonde vamos e nem onde estivemos, estamos sempre encontrando alguém. Essa nova pessoa soma-se a todas as outras pessoas que já conhecemos. Algumas ficam em nossa vida pra sempre, outras duram um tempo e se vão a iluminar outros tantos a quem quererão bem também.
Essas novas pessoas podem ser aquelas que precisamos pro nosso momento de agora. Podem ser aquelas de quem nem temos o direito de esperar muito, mas que amanhã serão quem nos socorrerá na angústia e na dor. A novidade de hoje, quem sabe, pode ser o amor de amanhã e por aí vai. Mas também há aquelas que fazem valer a pena olharmos para trás e lembrarmos onde e quando elas estiveram e, de repente, poder se dar conta de que, se olharmos ao lado elas ainda estão e, quando pensamos o amanhã, conseguimos saber que elas estarão lá.
Essas pessoas são o nosso pacto com nós mesmos. Elas nos lembram as pessoas que fomos e, se ainda estão conosco, permitem que creiamos que valeu a pena termos sido esse que fomos. Cativamos quem não nos abandonou.
Há poucos dias tive uma noite agradável na companhia de uma amiga que tenho na vida há mais de 12 anos e, muito embora não nos convivamos sempre, sabemos quem somos e gostamos de ser. É bom e, naquela noite, era especial olhar pra ela e saber que tanto tempo passou e ainda podemos dizer: é bom estar com você!
E quantas são essas pessoas? Quantas são as pessoas que nos importam há tanto tempo e convivem conosco há tanto tempo? Quantas são as pessoas que lembramos desde mais novos e que sabemos que o tempo passou, mas que, quando juntos, era como se voltássemos aos tempos de começo?
Mas quem é importante pra você? Sim, porque ao longo das nossas vidas nós encontramos inúmeras pessoas. Cada uma ao seu modo e no seu tempo, representam um instante, um momento ou até mais na nossa vida.
O último episódio de LOST é, pra mim, um dos mais perfeitos fins de um programa que já assisti. Quando, ao fim, o personagem principal finalmente chega à igreja é recebido por seu e se dá conta de, também ele, estava morto e ali ele encontraria todos os seus amigos que estiveram com ele naquela ilha e que também haviam morrido. Na medida em que aquela personagem não entende nada, seu pai então lhe explica que ali onde eles estavam é um lugar em que todos eles “construíram” juntos para se encontrarem um ao outro, e isso porque a parte mais importante da vida de cada um deles tinha sido o momento que passaram juntos e, era por isso que, naquela “situação” todos estavam ali e ele diz: “ninguém vive a vida sozinho. Você precisou deles e eles precisaram de você. Para relembrar e para prosseguir.”
E é então que esse me parece o principal segredo. As pessoas que viveram nossa vida conosco (e as que ainda vivem), nos dão e de nós recebem o que precisam para relembrar e para prosseguir. O que não podemos esquecer nunca, mesmo prosseguindo e conhecendo quem seja novo ou mesmo prosseguindo tendo ao lado quem já caminha conosco há tanto, é a delícia e do prazer de olhar pra trás e relembrar tudo que valeu a pena com quem fez da nossa alma tudo, menos pequena.
Vamos relembrar?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ela é Bárbara!

Mais de dez voltas da Terra em torno do Sol
E ela ainda é bárbara...
Mais de mil e um sonhos acordados com ela
E ela ainda é bárbara...
Desejos e mais desejos do sorriso mais lindo de todos os sorrisos
E ela... bárbara!
Não houve dia em que seu sorriso não fosse a lembrança mais bonita.
Não houve tempo em que ela não foi a fantasia mais real.
Não houve vez em que gostasse menos
Nem momento em que não quisesse mais.
E tudo porque mais do que tudo e todas e mais
Não há quem seja, mais do que ela, Bárbara mais bela.


(15/06/2013)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Desculpe se te traí

... E não dava nem para dizer que era um acordo velado. Desde o início tudo se fez claro. “Não se apaixone por mim”.
Não. Ele não devia se apaixonar por ela, mas ele não tinha porque não se apaixonar por ela.
Ainda assim, quem não se assusta quando o pedido é quase uma ordem, com ares de recomendação? Quem se conhecia a ela, melhor do que ela que se conhecia a si? E ela avisou. Ele ouviu. Ele não escutou.
Em sua defesa, é bom que se diga, ele não tinha qualquer intenção de se apaixonar por alguém (sim, porque há pessoas que gostam de se apaixonar, assim como há outras que preferem tirar cravo do rosto alheio). Mas ele não queria. Sua vida estava ruim e isso era bom. Lamentava-se de tudo, esperando quando haveria outro nada a se lamentar.
Mas ela avisou.
Falavam-se mais do que se viam. E essa distância guardada era segura. Ela existia, mas não era real. Ele também existia e era presente, mas era um presente distante, mas muito menos ausente do que quem lhe era presente.
Eram-se. Viram-se. E o que era imaginário ganhou formas, ganhou vida, virou real.
Agora era real e de verdade.
Não. Antes não era de mentira. Era intenso de um jeito suave, quase sutil. Mas agora... agora o mundo virou do avesso. Logo ele que se achava responsável por ela, pô-la numa situação em que era ela quem se sentia responsável por ele... mas ela avisou! Não era uma ordem? Ele não entendeu?
Agora tudo parecia estragar. Tudo parecia deixar de ser como era. Era puro, era doce, era suave. Mas era. Já não é.
Ela sabia que havia nele o que não poderia haver nela. ELA AVISOU!
Ele sabia que havia nele o que não poderia haver nela. ELE OUVIU!
Mas ele arriscou. Ele tentou. Não fugiu. Confessou. Ele a traiu.
Ela avisou. Ele não escutou. Ela teve que ir. Ele ficou.
Mas a lembrança é doce. No fim a culpa foi de quem gostou mais do que de quem não podia “ser gostada”. Se ela não podia dia dizer sim, foi melhor ter dito tchau. E ela disse. E ele, ficando onde sempre esteve e de onde pensava e queria sair, nunca teve a chance de lhe dizer: desculpe se te traí.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Di(c)a dos Namorados: ELA é a melhor parte de você!

Ela é aquela que é melhor do que você sempre sonhou e só você não percebeu.
É quem te faz sorrir mais feliz, mas só você não nota como o mundo te prefere depois dela.
Às vezes você pensa que nada mudou e desatento consigo, acorda mais cedo, sorri satisfeito, se exercita e quer ser melhor, mas não se dá conta que é tudo depois dela.
Sim. Elas fazem isso. As boas namoradas. Aquelas que se orgulham de serem pegas pelas mãos enquanto você abre o caminho por onde passarão. Aquelas que se sentem protegidas quando envoltas num abraço de corpo inteiro, suas costas apoiadas no peito (mesmo o mais mirrado) daquele Hércules franzino, mas por quem ela tanto gosta de se sentir protegida e a quem ela tanto gosta de chamar de seu.
E como ela é uma boa namorada, você quer que ela se orgulhe de você. É por causa dela que você trabalha horas a fio. Estuda para aquele concurso (ou até mesmo fica chato oferecendo quotas de BBom ou Telexfree a Deus e o mundo). É por causa dela que você é o “chefe-adjunto do setor de vedações e edificações de médio e grande porte”, ao invés de dizer que é “meia-colher”. É por causa dela que você é o “responsável pelo setor de entregas e pagamentos terrestres e pessoais da gerência empresarial” ao invés de dizer que é mesmo “Office-boy”. E ela te joga pra cima sempre que sorri com os olhos brilhando, orgulhosa por ser tua, orgulhosa por causa de você.
Ela é a mais bonita entre todas as outras. Sim, você sabe que no mundo há muitas mulheres bonitas, mas ela é a mais bonita para você. E ela te escolheu. Você, com a experiência de quem admire seu reflexo há uma vida, sabe bem que ela é demais para você, mas ela te escolheu. Ela te quis. Você não entende, mas também não questiona, só é grato e, confessa a si mesmo, a vontade eterna de fazê-la feliz.
Ah! Depois dela, teu mundo gira diferente. Já não gira em torno do Sol. Teu Sol é ela. E nada  há de mais natural. À sua simples presença e teu corpo ganha vida, cores e calor. Ela se ausenta e tudo é cinza, a alegria é triste, a vida não vive e tem a mesma agitação de um mar sem brisa ou de um rio sem correnteza. Tudo é chato.
Você a tem, então cuide dela. Faça-a feliz. Ouça-a. Pergunte-lhe sobre seu dia, suas vontades, seus sonhos. Aprenda mais e mais sobre ela. Seu mundo é um mundo que não te pertence, mas que ela te abre as portas para ter você.
Se não for você, outro fará. Se você duvida do valor dela, olha a tua volta quando vocês chegam a algum lugar. Todos os olhos olham para vocês? Não. É para ela. Ela ilumina o caminho por onde vocês passam e, se você ainda não conseguiu ver isso, limpa a lente e presta atenção. A melhor parte de você, é a mulher que você tem ao lado.
Então diga que a ama, não que a amou. Deixe-a segura de que você está com ela, que é dela, que são! Ame-a. Ame-a. Ame-a. E namore bastante também!

sábado, 1 de junho de 2013

Eu quero é você!

Eu quero é você!
Você que é pra mim mais do que o muito que te quero no pouco que te tenho.
Você que é a presença que me vale mais do que a falta que me faz tua ausência e mais ainda do que a ausência que me deixa a despedida do pouco de você.
Você a quem quero pra minha boca na tua boca e pra minha boca descendo pelo teu corpo arrepiado do contato do meu, do instante de nós, até o descanso de depois.
Quero você e sei que te quero nua para os meus olhos brilharem na visão de você...  de você a quem quero com o corpo brilhando o brilho que vem do teu corpo inundado de desejo e prazer.
Prazer por você comigo e por mim com você.
Você de quem quero ouvir o som da tua resposta quando do meu corpo invadindo o teu e de quem me interessa a mordida em meu ombro abafando o som que cresce e que vem... de dentro de você.
Quero você com tuas pernas tremendo a vontade, confessando o desejo e me mostrando o caminho do irresistível querer. Tuas pernas em desejo quente quando num toque indecente, mãos, beijos e dentes, te fazendo de mim.
Você que tem os seios que quero em meus lábios e os lábios que quero em meu corpo.
Você que tem a alma de que se enamora minha alma e é a fantasia em quem descansa e se agita meu pensamento.
Você que é quem tem sido e sabe-se até quando será a dona da vontade desse querer que te quero e que, se te tem, mais goza em te querer.
Eu quero é você... você que quero tanto, mas que está longe faz tanto, do tanto do meu querer.