segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A noite sem você...

E a noite passa e com ela seu silêncio.
Silêncio esse em que penso em você.
E quando te penso o silêncio faz barulho
No peito meu, amante eterno de você.
E te levo comigo no caminho que sigo
E sigo um caminho que me leva a você.
Se me diz não, ainda espero o sim
O sim que me vem e que só quero de você.
E sempre querendo e querendo você
Tão linda e serena e sorrindo... e assim
Sei que terei você...
Terei você só pra mim.

3 comentários:

Gleise Horn disse...

Lindo poema, vc me lembra o Álvares de Azevedo (numa versão menos densa e mais resolvida com o romantismo que carrega dentro de si). Bjs!

Estefani Apa. Mouza disse...

Quão intenso este poema Professor... Estou impressionada! De advogado à romancista! Sempre mostrando o seu melhor...
E assim sendo, me remete a um tempo lindo, de sonhos vãos, perdidos no tempo, no comodismo, na "solidão" de tudo que um dia lindamente foi meu, e que hoje não é mais... Pelo menos não como outrora. Fica o silêncio e, no vazio, exaltam as lembranças boas, o sentimento, puro, nú e crú. Que nos fazem imaginar que tudo isso que faz com que o dia-a-dia se torne menos penozo, menos cruel... Nos remeta a espectativa de que um dia tudo voltará ao normal... Pena que nunca volta! Mas tudo se renova, e tudo muda... E, este é o privilégio que têm os humanos uma vez que, quando achamos que tudo está perdido, percebemos que o melhor ainda está por vir... Quer seja com amores antigos, quer seja com amores novos...
Amor amor... Me lembro que senti isso um dia... E que saudades tenho de senti-lo novamente...
Obrigada por me fazer lembrar o quanto somos melhores quando estamos amando, independente de ter ou não alguem, de ser ou não corrspondido, enfim, já havia me esquecido...
Parabéns!
bj
-D

euterpep disse...

O melhor do silêncio, é que quando ele acontece, o mundo para, a boca cala e os olhos falam tudo o que a alma quer guardar.
Lindo poema professor....rs