sexta-feira, 10 de maio de 2013

Uma história, uma saudade e a bagagem de cada um


João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Tudo bem. Às vezes acontece. Mas e se de repente, ao invés de ir para um convento, Teresa tivesse se apaixonado por João? Será que João disse que amava Teresa ou ficou com medo porque ela amava Raimundo, se calou, mudou para os Estados Unidos e passou a vida pensando em como seria ser feliz se fosse pelo menos ousado?
Ousadia... viver por si só já é uma ousadia. Não estou falando em acordar, sair da cama, escovar os dentes, tomar banho e trabalhar até a hora de dormir. Estou falando de VIVER, assim, com letra maiúscula. Rir, amar, chorar, sofrer e começar tudo de novo. Eu estou falando em dar sentido para aquele tempo que separa o tchau do oi de quem se quer. Estou falando de querer mais e mais, sempre do mesmo jeito mas, de vez em quando, fazendo um pouco diferente. É de se abrir para o novo, usar a experiência de antes para cometer os mesmos erros de sempre, só que agora, com mais graça. Sim, porque só acertar é chato. É coisa de gente metódica. E gente metódica é chata.
Viver. Querer. Fazer.
A vida se encarrega de nos carregar de experiências. Aonde quer que vamos, levamos conosco o que vivemos, o que aprendemos, o que nos completa e o que nos faz falta. O que nos faz falta é passado e passado é história. A história não vive e, se não vive, não deve contar e nem fazer barulho. Não deve impedir que se viva o presente que, dia após dia, segue seu caminho em direção do futuro. O passado não deve assustar.
Se você gosta dele e ele gosta de outra, mostre-se você quem a outra não é. Mas daí você me diria: “ah, mas ele ainda pensa nela!” e eu te pergunto: “você nunca pensou em outro alguém e depois, quando menos percebeu, já não pensava mais nesse alguém para pensar em outro alguém e assim em diante?”. É assim que funciona. O passado não vive. A vida, sim. E o tempo dela é agora.
E daí se quem você quer pensa no ou na “ex”? isso é normal. Viveram juntos. Tiveram experiências juntos. Fizeram planos que nunca realizaram (e essa é a parte mais difícil de um fim), mas acabou. Provavelmente, no início, procurarão alguém que os lembre de quem gostaram um dia mas, depois, pouco a pouco, entenderão que as pessoas são diferentes e que isso é bom. Então, ouse! Se quer, diga! Se deseja, faça acontecer! O medo não joga. Ele fica de longe pra não se machucar (mas ele também não conhece o prazer de vencer).  
Temer a história do outro é abrir mão de si mesmo. Se a pessoa ainda olha pra trás, seja você o motivo que a fará olhar pra frente. Se é você quem olha pra trás, esteja atento e não perca de vista quem te passa à frente. Não fique esperando alguém pronto para você e nem pensando que o que acabou era o melhor pra você. Lembre-se que se acabou talvez não fosse pra ser e que, por mais que com o tempo a gente tenda a lembrar só do que era bom, se acabou, foi porque estava mais para ruim. Então, abra-se para a vida e se deixe surpreender por ela. Sem preconceitos, sem medo. Só vontade de dar certo, ser feliz e viver. Ninguém nasce pronto pra ninguém, nem você e nem quem você quer. É tudo uma construção. Um dia de cada vez. Mas é preciso querer, ousar e fazer. Isso sim é viver (no presente do tempo “infinito”).

2 comentários:

Poliana de matos garcia disse...

Um viva a Primavera que se anuncia, que ela traga flores e perfumes que você jamais esqueça! Pelo menos até a próxima Primavera.

Poliana de matos garcia disse...

Um viva a Primavera que se anuncia, que ela traga flores e perfumes que você jamais esqueça! Pelo menos até a próxima Primavera.