sábado, 24 de setembro de 2011

Como nos filmes...



Quando o que penso é você comigo, geralmente o cenário é único. Não, nunca uma balada. Sempre imagino no caminho de volta de algum lugar (que lugar não importa). O carro encostado, a lua brilhando, eu tomando tua mão na minha e deixando as tuas se tocarem num silêncio que só não é absoluto porque o peito insiste em aumentar a intensidade das suas batidas.

De repente você baixa os olhos tímida. Eu te ergo o rosto levemente com a ponta dos dedos sob teu queixo só pra dizer o quanto você é linda... e você sorri. Então corro os dedos pelos teus cabelos e os coloco por detrás da tua orelha, deslizando a ponta da minha unha pela tua nuca, te arrepiando a pele nesse misto de frio e calor que te corre a espinha.

Teu sorriso já beira o tímido e o tenso. É quando me vou à direção tua e te beijo o rosto, com calma, com carinho...

No beijo que te dou no rosto, você deixa que teu rosto vire e faz com que meus lábios toquem os teus... O peito – que já fazia barulho – agora faz escândalo já que tudo que eu mais queria era beijar o beijo teu.

Um comentário:

Gleise Horn disse...

Que texto leve, delicado. Parabéns! Adoro as tuas letras pouco jurídicas por aqui :)