quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Que tal esse mundo?


E que tal esse mundo em que juízes são exonerados por darem sua opinião ou por cantarem uma mulher na sorveteria? Aliás, quanto a isso, nunca ouvi motivo mais absurdo. Perdoem-me os moralistas, mas o mundo anda pra frente...
Que tal esse mundo em que o Partido dos Trabalhadores vota contra os Trabalhadores, dá um aumento (?!) no salário mínimo pífio e ainda se vale de uma manobra jurídica pra governar por decreto (sim, porque o aumento do salário é só o começo).
Esse mundo em que o Brasil elege uma presidente que até parecia que ia bem, mas que, ao que tudo indica, tem a mesma aversão à democracia que os seus vizinhos do sul. Esses mesmos que, aparentemente como ela, criticam americanos do norte por seu imperialismo, mas que gostam de governar como se fossem Imperadores.
Que tal esse mundo em que os alunos se assustam quando a gente fala de BBB durante a aula?
Que tal um mundo onde o Restart existe e não é só uma opção do video-game?
Que tal um mundo em que o Luan Santana é galã e o Fiuk se acha músico?
Um mundo em que a geração atual se quer mais careta do que todas as outras que tiveram que morrer pra mostrar que é pra frente que se vive e fazendo a revolução, que tal? Jovens que querem passar num concurso, casar e ter filhos, quando estão na idade de contestar até o que está certo, se rebelar com o que já há e criar o que seja o legado deles.
Que tal um mundo que a juventude não deixará qualquer legado, mas que quase não se saberá que passou por aqui?
Um mundo em que o novo realmente não vem mais. E não somos nós que simplesmente amamos o passado...
Que tal um mundo em que quando as pessoas se revoltam contra um ditador tirano todos nós aplaudimos como se fosse a exceção, quando o inconformismo teria que ser a regra na luta contra tudo que não é bom?
Que tal esse mundo?
Esse mundo é nosso mundo, feito por eu e você.
Péssimo pra nós.

2 comentários:

Thonny Hawany disse...

Caro professor William, Neste texto você revela a incoerência da discriminação. Veja quantas diferenças, quantas tribos podem ser detectadas num olhar superficial de relações do homem em sociedade. Com tanta diversidade, não justifica o fato de uns terem privilégios em relação a outrem. Mas como disse você, esse é o mundo que criamos para nós mesmos, ainda que péssimo. O importante é luta do diferente como garantia de ao menos um raio de sol por dia eu que não seja danoso. Que bom que o Trovante voltou com toda essa força. Fico muito feliz em passar por aqui para ler e refletir sobre o que você escreve.

Gleise disse...

Que tal esse mundo... milhões de embalagens sem conteúdo? Cinco novos textos foi demais, preciso ficar três meses sem publicar pra conseguir tudo isso.. ahahaha, parabéns!