terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O dia depois de ontem

Abrindo a temporada de textos do blog post-férias, nada como reflexões sobre o dia depois de ontem (ou seja, hoje!)


Nada como a perspectiva do hoje para que façamos o amanhã...

É comum no dia a dia de nossas vidas a gente se deparar com a necessidade de escolher. Todo o tempo temos uma escolha para fazer. Aliás, a vida por si só é uma escolha (apesar de “arte do encontro”).
As escolhas, por mais insignificantes que venham a se mostrar, são sempre atitudes. Ora, se a vida é escolha e escolha é uma atitude, temos que a vida é atitude. Assim se a vida é atitude, a falta dela é quase a morte.
De nada vale respirar se a única mudança na vida se deve ao movimento involuntário de rotações e translações da nave global. Os que assim se esperam, fazem-se vegetais de si próprios, parasitas de um espaço desocupado na presença ausente de si mesmos.
O fato é que como bem disse Maria, quem quer alguma coisa tem que fazer alguma coisa. E a vida se baseia em querer, porque os mais radicais poderão alegar que a própria indiferença é uma atitude e, então, a vida também será indiferença.
Mas não há como se gratificar e congratular consigo ao viver uma vida indiferente. Tampouco se sentirá o prazer de causar orgulho ou admiração naqueles que queremos bem e aos quais queremos o melhor.
Pelo contrário, a indiferença avilta o espírito manso que sempre anseia pelo amanhã mais solidário, em um futuro mais benevolente aos que ainda hoje sofrem.
Há que se construir o próprio futuro sem esperar que ele aconteça à nossa revelia. Precisamos tomar as rédeas do nosso destino, sob pena de, inertes em nossa descaminho, percebermo-nos lançados numa longa queda que se estende, ela sim, indiferente ao nosso medo e a nós.
Ora, quem quer algo novo precisa fazer algo novo. Não me adianta viver o dia seguinte em repetição ao dia anterior. Antes, precisamos despertar o que haja de empreendedor e desafiante no que é nosso para que, o depois seja mesmo melhor do que o antes se mostrou.

3 comentários:

Maria disse...

BOM DIA PROF.........ADOREI....
MUITO LINDO, É ASSIM QUE ME SINTO ESSE ANO.... NA HORA DE ESCOLHER ALGO DE TOMAR ALGUMA ATITUDE PRINCIPALMENTE EM RELAÇÃO AO MEU FUTURO PROFISSIONAL....

JÁ REPASSEI PRA TODOS MEUS CONTATOS DO SKYPE...CLARO QUE DEIXANDO BEM CLARO QUE FOI MEU PROFESSOR POETA....

MARIA A. VIEIRA

BJOSSS

Fabiana disse...

O texto é bem oportuno, ainda estamos em ritmo de ano novo, muitos planos idealizados, mudanças projetadas...enfim...O fato é que um mês escorreu-se das nossas mãos...e o ano já não é tão mais novo quanto foi .......então... deixemos de assistir o tempo passar e VAMOS A LUTA!!

Afinal, atitude é quase tudo!

beijos

Gleise Horn disse...

É difícil saber qual é a postura certa ao viver o dia depois do ontem. Há essa insistente preocupação com o dia depois de hoje e há aquela inútil lamentação pelos dias antes do agora. E ainda tem, muitas vezes, a vontade que vive dentro da gente, tão forte, tão viva e sufocada dia após dia por aquilo que os outros acham que é ideal. Eu, tão perdida, quero (apenas e há muito tempo) uma casinha amarela pitoresca e uma bicicleta branca pra buscar sem pressa, todas as manhãs, pãezinhos quentes embrulhados em saco de papel. Quero livros sem leis e jurisprudências, quero poesia, ócio, café e o Chico cantando o dia inteiro para remediar a minha dor. No fim das contas, talvez o maior dos problemas não é ser vegetal de si próprio, mas não ser louco o suficiente para ser feliz fora da forma (fôrma).