domingo, 1 de setembro de 2013

Ela, a mulher (em receita pra mim)

Como seria? Vamos lá: 
Que o senso de humor seja diabolicamente divino.
Que se faça entender por bem sem que precise dizer por mal.
E que seja atrevida!
Que leia, que cante e que sua voz encante!
Que goste de Chico, conheça Caetano e não tenha dúvida de quem é melhor.
Ouça Elis, curta Madonna, goste de The Corrs, mas relaxe mesmo quando em Bethânia.
Que seja astuta!
Que seja ousada (“um pouco” tarada)...
Que a cor dos olhos seja naturalmente diferente da cor dos seus cabelos.
Que perto de 1,70m e saiba ser elegante sobre saltos.
Que certos momentos seja louca, mas saiba ser normal.
Que em outros momentos seja normal, mas também saiba ser louca.
Que o sorriso contagie!
Que tenha referências 'pop', flerte com os olhos e conheça Fred Astaire.
Que goste de Fred Astaire...
Saiba o valor do clássico (no cinema, na música, nos livros e, principalmente, no futebol).
Tenha saboneteiras (aprendi com Vinícius que "uma mulher sem saboneteiras é como um rio sem pontes").
Que implique com doçura, um ciúme bonitinho que em nada lembre loucura.
Diga o pensa, mas sempre tendo nos lábios mais coração do que a razão perdida na dor, na tristeza e no rancor que faz falar o que depois lamenta.
Que os olhos só peguem menos fogo que o corpo... quente ("mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior a 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras do primeiro grau" – Ah, Vinícius, você sabia das coisas!)
A tatuagem é uma surpresa agradável: um caminho interessante, um trilho por onde correrão os lábios ávidos pelo suspiro que lhe virá.
Ria e se ria... me ria.
Saiba beber.
Saiba receber e ser bem-vinda (como na música do Juca) e que confie em si e se saiba muito.
E que seja mais!

Um comentário:

Fabiana Pasqualato disse...

Amei, mas o que mais gostei, é que por mais que seja uma idealização ela pode ser real, talvez ela exista.