terça-feira, 15 de junho de 2010

O Brasil na Copa... um país que vai parar


Logo o Brasil (time dos amigos do Dunga) vai entrar em campo. Como acontece de 04 em 04 anos o Brasil (país) vai parar para assistir. Mas uma coisa está sendo dita pelos quatro cantos: não há a empolgação de outras copas. Antigamente, a essa altura, as ruas estavam pintadas, os muros tinham bandeiras, as camisas eram amarelas; adolescentes coloriam seus aparelhos, mulheres pintavam suas unhas... hoje não se vê nada disso.
Há quem queira colocar a culpa no Dunga. Eu ponho. Nunca a seleção brasileira foi tão antipática. A começar pelo treinador. O maior mérito do Dunga foi o de afastar o brasileiro da seleção. As outras seleções eram simpáticas. Nelas você tinha seus ídolos. Você torcia por jogadores que normalmente não tinha a chance de torcer. Nessa você não tem por quem torcer.
Lembro quando em 93 o Parreira convocou o Romário. Basta buscar na memória aquele dia e lembrar da capa da Folha de São Paulo que trazia uma foto do Baixinho fazendo embaixadas e sendo chamado de salvação da seleção. E foi. Depois daquele jogo contra o Uruguai eu me tornei “romarista”.
Depois, nessa geração mais recente, os brasileiros viveram a mesma sensação com o Ronaldo – hoje jogador do Todo Poderoso – a quem todos tinha o prazer de torcer pelo garoto “Ronaldinho”.
Os que tiveram mais sorte que eu, viram ainda uma seleção fantástica que tinha Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, Éder, Oscar e até o Serginho, infelizmente no lugar do Careca. Você tinha numa mesma seleção ídolos do Corinthians, Flamengo, São Paulo, Atlético-MG, Internacional, e por aí vai. E todos craques.
Nos anos 70 o desfile de craques não era menor, se é que não era maior. Pelé, Rivellino, Jairzinho, Adhemir, Nelinho, Carlos Alberto, Tostão, Gerson, Leão, Zé Maria, Dinamite, Luis Pereira e tenho certeza que todo mundo pode lembrar mais um.
Andemos pra trás e acharemos tantos outros.
Mas daí eu pergunto: quem são os da seleção de hoje que são unanimidades nesse time escolhido pelo Dunga? Uma seleção repleta de reservas nos seus clubes é um acinte à história do futebol brasileiro. Quem é Felipe Melo (e acho que ele é expulso no 1º tempo hoje)? Quem é Elano (um volante muito mais ou menos e que vai ser o armador (?) do Brasil)? O próprio Kaká com aquele jeito bambi de bom moço não agrada muito, não. É bonzinho demais pro futebol, muito corretinho... muito chato.
Nessa seleção temos jogadores de times como Wolfsburg, Galatassaray, Lyon, Panathinaikos, Tottenhan e Santos. Só times pequenos. É inconcebível.
Mas o Brasil entra em campo e junto com ele, todos nós. Sim, porque nessas horas o extinto de torcedor fala mais alto. Todos xingaremos quando o “Fabuloso” fora de forma não conseguir fazer aquele gol cara a cara ou quando o Robinho pedalar e cair da bicicleta ou mesmo quando o Elano mandar uma falta na entrada da área pra lá do Cabo da Boa Esperança.
Então, contemos todos com o Júlio César, o melhor jogador dessa seleção. Agora, convenhamos: ter o goleiro como melhor jogador do Brasil é algo que “nunca antes na história desse país”.

3 comentários:

Fabrício Andrade disse...

Pois é. Você acertou que o Luís Fabiano erraria um gol, mas quebrou a cara, porque o Elano - que jogou no pequeno Santos - deu o passe para o primeiro gol, e fez o segundo. E tem mais: o seu texto é que é antipático.

Hina disse...

ahauhauhauhauhauhauhau
ahuahauhauhauahuahuahauh


melhor do que o seu texto,pq eh engraçado ver a sua revolta com a seleção, foi o comentário do Fabrício!!!

hauhauhauahuahuahuahau

Gleise Horn disse...

ahahaha, é verdade, delicioso ver o William antipático e o Fabrício contendo a cólera. Em matéria de futebol, prefiro comentário de mulherzinha, tipo assim, kkk o kaká é gato e o júlio césar tb.